Domingo, 10 de Maio de 2009
por dentro de Alice
Sábado, 18 de Abril de 2009
O que irá nos acontecer
Ele esteve batendo um papo hoje (18) com o jornalista Heródoto Barbeiro e com os especialistas em Relações Internacionais Salem H. Nasser (FGV) e Gunther Rudzit (Faap) no teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (SP).
O debate precedeu o lançamento do livro “O novo relatório da CIA, como será o amanhã” (Geração Editorial, 192 págs., R$ 29,90), com introdução assinada pelo Heródoto. Só que a conversa não foi sobre o livro em si, mas sim sobre os principais pontos do relatório.
Mas que raio de relatório é esse?
Trata-se de uma produção do National Intelligence Council (NIC), grupo formado por 16 agências de inteligência. Uma delas (e a principal) é a CIA. Você sabia que os EUA têm esse monte de agências de inteligência? Nem eu.
Enfim, esse relatório é o quarto produzido pelo NIC e segundo publicado no Brasil. Nele é apresentado o que esse grupo e mais um monte de especialistas americanos e não americanos projetam para o mundo até 2025.
Muito bacana de ler – mas SEMPRE usando a crítica, como lembra Salem Nasser. “Ao produzir e divulgar essas informações se quer também influenciar os acontecimentos que moldarão o futuro.”
Vou ler, depois eu conto.
Domingo, 5 de Abril de 2009
Balada multi
Quando você comprava o convite, levava junto dois passes de metrô. Quem optou pelo transporte público contou com ônibus grátis que levavam a galera da estação Tietê para o Anhembi. Esperto quem fez isso. Eu não fiz e na volta fiquei parada com milhares de pessoas num tremendo congestionamento, logo às 7h da manhã.
Achei bem medida a quantidade de caixas e bares, e uma alternativa bacana os carrinhos – tipo os que vendem sorvete na praia – que se embrenhavam no meio da pista vendendo cerveja.
Não vi nenhuma confusão, muito pelo contrário. O branco das vestes contaminou o espírito da balada. A paz reinou em meio a sonzeira misturada ao alucinante show de imagens, luzes, chafarizes d’água e performances de dançarinas, contorcionistas e seres fluorescentes – algumas atrações lembravam o Cirque du Soleil.
Enquanto tô aqui escrevendo sobre o evento, vejo no Twitter link para a crítica da Rolling Stone. Discordo geral. Pro meu gosto a atração fez jus à propaganda, cumpriu a promessa de experiência inédita.
Em termos musicais, gostei muito da apresentação de Fedde Le Grand e, mais tarde, de Ferry Corsten, mas o auge da balada foi o Megamix – meia hora de clássicos da música eletrônica. Quem participou do “movimento” lá nos idos de 1998 / 2000, foi ao delírio nessa meia horinha.
A segunda foi a falta de lixeiras, zero lixeira na balada (salvo nos banheiros). Sem ter onde deixá-los, os copos plásticos foram direto pro chão. No acender das luzes, lá pelas 6h, o piso do Anhembi fora coberto por um tapete de copinhos.

fotos 1, 2 e 3: divulgação
foto tapete de copinhos: eu, do celular
Domingo, 29 de Março de 2009
Uma baforada, por favor
Filosofices à parte, vou falar de uma coisa minha de que já falei por aqui: meu vício, o tal costume nocivo, a conduta danosa que se esvai em fumaça.
Larguei os tragos há exatos 54 dias. Muito bom, parabéns pra mim e tal, mas o não fumar me deixa tão ansiosa... rola uma dificuldade de me concentrar em qualquer coisa além do trabalho.
É estranho: ao longo do dia, trabalho feito maquininha, numa boa, sem em lembrar que cigarro existe. Mas, quando chego em casa e tento sentar pra ler um livro, ou pra escrever alguma coisa aqui no blog, ou pra fazer qualquer outra coisa que me desanuvie a cabeça, travo. Lembro da porcaria do cigarro, que nessas horas de relax era o mais leal dos companheiros, e travo. É como se sem o cigarro me faltasse também inspiração para a tranqüilidade.
Mas sigo firme no propósito. E, quando alguém fuma por perto, uma bizarrice me enche de alegria: peço que dê uma baforada bem na minha cara. O cheiro da fumaça pra mim é perfume. Adoro.
Acho que com o tempo isso passa, né?
Sábado, 28 de Março de 2009
voltando pra casa
Domingo, 18 de Janeiro de 2009
Era uma vez um Obama encantado
A New Yorker desta semana traz uma das fotos do projeto. Tirada em Chicago em maio de 1996, um jovem casal de sobrenome Obama discorre sobre a vida a dois e amenidades cotidianas.
Michelle, por exemplo, conta que o marido tem aspirações políticas, coisa que a deixa aflita. Segundo ela, Obama é um “cara bacana demais” para o ceticismo e a brutalidade do meio. Ela mesma assume um “pé atrás” em relação à política.
Já ele fala da capacidade de Michelle em surpreendê-lo. Um Obama apaixonado conta que nos olhos da mulher “tremendamente forte” e confiante que ela é, consegue enxergar um quê de vulnerabilidade que surpreende e é imperceptível para quem a vê de fora. “Eu confio integralmente nela, mas ao mesmo tempo ela é um completo mistério para mim em alguns aspectos.”
É interessante ver o cara que depois de amanhã passará a carregar a responsabilidade do mundo nas costas falando da intimidade de seus sentimentos, absolutamente encantado pelo amor.
Será indício de uma Casa Branca mais humanizada?
Domingo, 11 de Janeiro de 2009
W. Bush -quem diria!- aquece economia turca
Agora, o Modelo 271 se chama Bye Bye Bush:
Agora sim, W. Bush pode dizer que conseguiu em algum momento de seu governo dar um up na economia internacional.
Falando nele, você já viu a contagem regressiva para o National bye bye Bush day?
Foto: AFP
Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Parco
Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008
Sábado, 6 de Dezembro de 2008
Sobre a razão da razão
“Se ainda fosse só a guerra, em que as pessoas se enfrentam ou são obrigadas a se enfrentar... Mas não é só isso. Essa raia que no fundo há em mim, uma espécie de raiva às vezes incontida, é porque nós não merecemos a vida. Não a merecemos. Não se percebeu ainda que o instinto serve melhor aos animais do que a razão serve ao homem. O animal, para se alimentar, tem que matar o outro animal. Mas nós não, nós matamos por prazer, por gosto. (...) Não usamos a razão para defender a vida, usamos a razão para destruí-la de todas as maneiras – no plano privado e no plano público.”
José Saramago, 86, prêmio Nobel de Literatura em 1998
S.P., 28/11/2008
Ai...
Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
Pra dar vontade de ler
No virtual, gosto dos blogs, dos sites, das leituras curtas. Leio contos e poemas pela tela, mas se tiver a opção de escolher, levo o calhamaço de páginas costuradas para o sofá e ali me estico toda. Passo horas sem ver o tempo passar.
A relação das pessoas com os livros varia, mas pra mim é quase um ritual de que fazem parte o cheiro, a textura, o barulho das páginas sendo viradas, o peso do volume e a possibilidade de rabiscar os trechos mais importantes. Adoro rabiscar livros. Meus preferidos são repletos de sublinhados, setinhas e anotações.
Hoje, navegando pela web, dei de cara com um site que não sei se é novo (pra mim é novidade) e que é uma baita idéia bem-bolada pra divulgar obras literárias: o LivroClip.
Eles (não sei quem são, mas estão de parabéns) montam trailers de livros com uma pegada atraente à beça. Em vez de ficar aqui tentando explicar, vou postar o trailer de Dom Casmurro. Olha só como modernizaram a obra-prima de Machado:
Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
A culpa é da televisão
Num tom um tantinho exagerado, disse que a tv é responsável pela "degradação das famílias brasileiras". (Tudo bem que a programação da TV aberta não presta lá pra grande coisa, mas...)
Aí, fiquei pensando quem seria responsável por aquilo: o excesso de botox, ou o de televisão?
Domingo, 16 de Novembro de 2008
A ave rara
O senhor de biotipo britânico observava, fazia peguntas e, quando o proprietário do negócio fazia graça, ria inclinando o tronco para trás . Em meio a conversa, perguntou se havia chegado o cinzeiro italiano para cachimbos que vira da última vez. O dono da tabacaria procurou, revirou as prateleiras, e nada. Mandou, então, chamar Léa, a gerente.
Responsável pelo andamento do negócio, a moça ruiva desceu do escritório, parou em frente ao patrão, ouviu seu pedido para que procurasse o cinzeiro, foi até o outro lado da loja e voltou com o objeto prateado e oval.
Enquanto Léa fazia a busca, o senhor de ar britânico permaneceu estático, observando-a. Quando ela chegou, percebeu que o homem a olhava insistentemente e sentiu-se incomodada. Já tendo atendido ao pedido do patrão, pediu licença, mas quando ensaiava voltar ao escritório, sentiu a mão do homem a lhe segurar o braço e puxar com vigor.
Como quem fala sobre a excentricidade de uma ave incomum, comentou com o patrão da moça, apontando para o vermelho de seus cabelos:
- Meu caro, devo lhe dar os parabéns. Você tem em sua loja uma espécime rara, melhor dizendo raríssima. Os ruivos estão em extinção.
Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
O derrubador de barreiras
Vai que é tua, Barack!
Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Eu gosto desse Hussein
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
About us!
"...I am who I am, who I am, who am I
Requesting some enlightenment
Could I have been anyone other than me?
And thrill at it all
Dark clouds may hang on me sometimes
But I'll work it out then I
Domingo, 31 de Agosto de 2008
Do suicida na torre aos peladões no parque francês,
pílulas da semana
Tenho um profundo respeito pelos suicidas em geral, mas na quarta-feira passada, quando teve gente levando três horas para fazer um caminho com que gasta 20 minutos, não deu pra segurar qualquer compaixão pelo sujeito que ameaçou pular de uma torre de energia da Eletropaulo. A empresa teve que desligar a rede elétrica de uma região da cidade para os bombeiros resgatarem o homem. Quando as avenidas ficaram atravancadas pela falta de sinal, os amarelinhos da CET apareceram, apitando e gesticulando sem parar, na tentativa de controlar a profusão de nervos motorizados que buzinava, enlouquecida. Parecia o fim do mundo. Dizem que quase meio milhão de pessoas foram afetadas – quem ficou parado no trânsito jura que pareceu mais. Por fim tudo acabou bem, o homem foi resgatado e no dia seguinte virou até manchete, com um apelido novo: “homem apagão”. Será que todo desespero é conseqüência de uma completa falta de amor?
E se me perguntassem o que é o amor, eu diria que é essa coisa que ligava dona Stella Maris e seu Dorival – o Caymmi, aquele mesmo. Nessa quarta-feira que passou, onze dias depois de ele ter partido, ela foi também. Setenta anos de vida em comum fazem de duas pessoas uma só e, se ninguém segue adiante pela metade neste mundo, parece que no de lá também não. Caymmi veio, todo de branco e bem disposto, chamar sua musa de pseudônimo Stella pra fazer poesia estelar.
E por falar em óbito, a agência de notícias Bloomberg deu uma bola fora capaz de derrubar mercado: publicou em seu site o obituário do presidente da Apple, Steve Jobs. Como se não bastasse, o texto ainda trazia nome e telefone de gente importante para repercutir a ida sem volta do executivo – quando ela acontecesse. Ele enfrenta problemas de saúde, mas é de praxe nas redações deixar prontas as biografias de personalidades mesmo quando vão bem. Sempre que acontece algo de novo na vida da pessoa, alguém vai lá e atualiza as informações. É por isso que especiais sobre a trajetória de gente importante vão ao ar rapidinho quando alguém passa dessa pra próxima. Sabe-se lá por quê, alguém pôs no ar o obituário do homem, que continua vivo e fazendo fortuna só de respirar.
Mudando de assunto – este post tá meio mórbido –, MacCain anunciou quem será sua candidata a vice pelo partido Republicano: uma tal Sarah Palin, ex-prefeita da cidadezinha de Wasilla, no Alasca – onde aos vinte e poucos anos foi miss – e atual governadora daquele Estado. Tem 44 anos, cinco filhos, é contrária ao aborto e é membro da National Rifle Association, organização que defende o direito ao porte de armas. Para completar o perfil, a candidata está sob investigação parlamentar no Alasca e um de seus filhos embarca como soldado para o Iraque no mês que vem. Sua figura somada à de MacCain, veterano de guerra, pode sugerir um prognóstico com cheiro de queimado.
Enquanto nos EUA as coisas caminham assim, meio para trás, meio esquisitas, a Europa vem com mais uma idéia pra frentex. A Apnel (Associação para a Promoção do Naturismo em Liberdade) está lutando para legalizar a permanência de peladões em locais públicos na França – ou, “fazer com que a nudez deixe de ser caracterizada como exibicionismo sexual, pelo menos fora dos centros urbanos”, segundo matéria da BBC Brasil. A presidente da Apnel explica que a associação foi criada “justamente para prestar auxílio financeiro” a quem é flagrado pela polícia passeando no parque peladão. Domingo, 27 de Julho de 2008
Vidas cruzadas
São as histórias desses três personagens que fazem o filme Vidas Cruzadas –, Adrift in Manhattan (2007, EUA, Alfredo de Villa) no título original.
Na verdade o filme fala de superação. Superação da culpa, superação da posse, superação daqueles limites que o destino de todo mundo impõe.
Achei curto – uma hora e meia –, mas isso deve ser bom. Quando a gente acha que a história podia durar mais é porque é boa, porque prende. Gosto desse tipo de filme fala das emoções que a vida nos joga no colo.
É real e é triste. Triste porque trata daquele tipo de coisa que inevitavelmente cai sobre a gente e temos de lidar. Shit happens. E o que resta aos protagonistas da vida real é aceitá-las, superá-las e seguir adiante, tendo o inesperado bem ali, tatuado na biografia. É isso que dá a medida da alegria. E também é isso que faz da gente, gente.
Tô errada?
Sexta-feira, 18 de Julho de 2008
...
É que mudar dá trabalho. Mais trabalho ainda quando é um monte de mudança de uma vez - mas é bom, faz o despertador tocar diferente dentro da gente.
Dá também aquele aperto no coração de tudo o que a gente tem de abrir mão. E - essa é a parte que eu mais gosto - dá cócega no estômago. Adoro cócegas no estômago.
Volto logo mais!
Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
Ser pedra
"É uma pena que com a troca de três olhares e cinco palavras nos precipitemos pintando o branco da figura alheia com cores inventadas", ele disse. "Essa criação fica sempre aquém ou além do que o outro é de fato."
Ele acha que as curvas desenhadas precipitadamente acabam borradas pelas sombras da verdade. Frustração entristece, frustração fortalece. "Fortalece?" Respondi que sim. "Toda coisa que faz sofrer fortalece?" "Acho que sim", eu disse. "Que pena, né..."



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